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15 de outubro de 2015
Exposição destaca a permanente transformação urbana da região central do Rio
 

Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil

Exposição O Rio em movimento: cidade natural, cidade construção, comemorando os 450 anos da cidade, mostra intervenções feitas desde o período colonial até finais dos anos 70Tomaz Silva/Agência Brasil

As muitas intervenções realizadas no espaço urbano e na geografia do Rio de Janeiro, que desde o período colonial alteraram profundamente a paisagem natural da cidade, podem ser apreciadas pelo público no Arquivo Nacional, na exposição O Rio em movimento: cidade natural, cidade construção, inaugurada hoje (15), como parte das comemorações dos 450 anos da cidade e montada com acervo da própria instituição, depositária de milhares de documentos que contam a evolução urbana da antiga capital do país.

Esta é a segunda mostra que o Arquivo Nacional realiza este ano em homenagem aos quatro séculos e meio da cidade. “No primeiro semestre, remontamos a exposição feita em 2008, por ocasião dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Esta agora, no entanto, foi feita exclusivamente para os 450 anos”, explica a curadora Renata William do Vale.

O importante acervo de Livros Raros da Biblioteca da instituição contém a iconografia produzida por viajantes, botânicos e litógrafos que visitaram o Rio de Janeiro desde o período colonial. Fotografias, mapas, plantas, fotogramas de filmes, gravuras, litografias ajudam a contar um pouco desta longa história da cidade, dividida entre as montanhas e o mar, entre o natural e o construído.

“A ideia foi fazer uma abordagem diferente a partir do nosso acervo, com foco nas transformações urbanas na área central, mostrando o Rio como uma cidade sempre em movimento”, diz Renata. “O centro histórico foi sendo formado pela ocupação de um quadrilátero entre quatro morros – Castelo, Santo Antonio, São Bento e Conceição [os dois primeiros demolidos no século 20] -  mas essa conquista da Cidade Baixa só foi possível com o aterro de lagoas e charcos”, lembra a curadora.

A mostra aborda todos os planos urbanísticos elaborados para a área central da cidade  até a década de 70 do século passado. Para isso, se vale dos variados fundos e coleções que integram o acervo do Arquivo Nacional, como a do extinto jornal Correio da Manhã, os arquivos privados do engenheiro Hélio de Brito, responsável pela abertura da Avenida Presidente Vargas, e da família Ferrez. Os fotógrafos Júlio, Luciano e, principalmente, Gilberto Ferrez, registraram de perto algumas dessas mudanças, como a derrubada do morro do Castelo, em 1922.

Para Renata William do Vale, sempre há uma motivação para as transformações urbanas, que varia de acordo com a época.  “Ao derrubarem o Morro do Castelo, onde começou a ocupação urbana do Rio, queriam apagar a memória da cidade colonial, criar uma imagem moderna do centro. Nos anos 60, para facilitar a circulação dos carros, foi construída a Perimetral, hoje derrubada para restaurar a paisagem urbana da orla”.

Também em favor do tráfego de automóveis saíram de circulação os bondes, que  agora retornam, modernos, sob a denominação de VLT.  A população carioca vê hoje trilhos serem colocados nas mesmas ruas de onde foram retirados, na década de 60.

A exposição O Rio em movimento: cidade natural, cidade construção fica em cartaz até março de 2016, mês em que se encerram as comemorações pelos 450 anos. A visitação, com entrada franca, pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h e o Arquivo Nacional fica na Praça da República, 173, no centro do Rio.

Edição: Jorge Wamburg

Fonte: Agência Brasil


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