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23 de favereiro de 2016
A MAISON: novo espaço cultural do Consulado da França
 

"Uma contribuição da França ao projeto de revitalização do Centro do Rio de Janeiro"

É assim que o cônsul geral da França, Brice Roquefeuil, define o novo espaço cultural A Maison, que abre as portas ao público no dia 24 de fevereiro. Com a reforma, que durou mais de um ano, o espaço localizado no 11º andar da Casa Europa - sede do consulado – conta com uma biblioteca multimídia, e, em breve, com um café com produtos franceses, além de um bar Champagne da Perrier-Jouet na varanda.

No térreo, funcionam o Cinemaison e o Teatro Maison de France. “Queremos que ‘A Maison’ se torne um lugar imperdível da vida cultural do Rio. Nossa ambição é conquistar o nosso lugar no circuito cultural do centro histórico e contribuir para a revitalização deste bairro, com uma programação franco-brasileira intensa e muito variada,” explica o cônsul, acrescentando que, em breve, o VLT passará na porta do prédio, facilitando ainda mais o acesso.

O Cônsul Geral da França, Brice Roquefeuil, apresenta A Maison , novo espaço cultural do Consulado da França no Rio.

Bibliomaison : uma biblioteca multimídia com acervo de 20 000 títulos

A Bibliomaison conta com mais de vinte mil exemplares de livros físicos e digitais (e-books), revistas, jornais, CDs e DVDs, além de recursos online através a plataforma Culturethèque, uma biblioteca digital em francês que conta mais de 80 000 documentos (livros, revistas, jornais, musicas, filmes...). A Bibliomaison contou também com uma doação especial da Biblioteca Nacional de livros de autores brasileiros traduzidos em francês.

Para a bibliotecária Valérie Lengronne, responsável pelo acervo, novos títulos foram adquiridos, inclusive em Português, com o intuito de democratizar o acesso à cultura da França. “Com a reforma atual, o objetivo é atrair não só universitários, mas também todos os interessados pela cultura francesa”, afirma Valérie, acrescentando que o acesso à biblioteca será simples, informatizado e gratuito.

O espaço abriga ainda o Campus France – serviço oficial de informações sobre os estudos superiores na França – com atendimento individualizado para estudantes que almejam fazer intercâmbio cultural na França.

Horários de abertura da BiblioMaison:
2a, 5a e 6a feiras: 11h- 18h
4a feira: 11h-19h
Um sábado a cada 15 dias, das 9h à 13h
3a feira: fechada ao público
Endereço: Av. Antonio Carlos, 58 / 11° andar - Centro
Telefone: (5521) 3974 6660
Abertura ao público: 24 de fevereiro de 2016, às 10h30, com croissants
Site: http://riodejaneiro.ambafrance-br.org/ 
Midia social: https://www.facebook.com/consulatfrancerio
Contato para imprensa: serviço de imprensa do Consulado da França

 

A BiblioMaison conta com um acervo riquíssimo de 20 000 títulos em língua francesa e portuguesa, incluindo livros raros, guias de turismo e métodos para o aprendizado da língua francesa.

Cafémaison: um café com varanda

De dia, a varanda funcionará com um café sob a direção de um chef francês.

Abertura prevista em abril de 2016

Terraço Perrier-Jouët: um bar à champagne da marca francesa Perrier-Jouët

A noite, a varanda funcionará com um bar à champagne da famosa marca francesa Perrier-Jouët.

Abertura prevista em abril de 2016

 

Café com varanda durante o dia, o Bar à Champagne da famosa marca francesa Perrier-Jouët ocupará o espaço a noite.

O projeto arquitetónico

O projeto, assinado pela arquiteta Julia Abreu, diretora da Peckson Engenharia, em parceria com a arquiteta Ligia Tammela, transformou a antiga biblioteca do 11º andar em um amplo ambiente com 780 metros quadrados, com grandes painéis de vidro que possibilitam aos visitantes uma deslumbrante vista para a Baía de Guanabara. “O objetivo era valorizar a beleza do Rio de Janeiro e contribuir para que os amantes da cultura francesa pudessem aliar uma boa leitura ao melhor da culinária da França”, explica a arquiteta.

A arquiteta Julia Abreu, diretora da Peckson Engenharia, transformou em um ano e meio a antiga biblioteca do 11º andar da Maison de France, num amplo ambiente de 780 metro quadrados com grandes painéis de vidro que possibilitam aos visitantes uma vista inédita para a Baía de Guanabara.

Júlia Abreu tinha um enorme desafio: criar um ambiente acolhedor, moderno e que comportasse o acervo de 20 mil títulos. Para isso, contou com a parceria de empresas de origem francesa como a Tok&Stok – referência em móveis e decoração no Brasil –, e a Fermob, que comercializa móveis para áreas externas na França. Para dar amplitude e integrar os ambientes, demoliu o antigo hall de entrada, eliminou paredes e investiu em placas de sinalização. “Isso permitiu que criássemos espaços amplos e livres de barreiras. As paredes só entraram onde era absolutamente necessário, como nas salas de estudo e de reunião”, explica a arquiteta. Os tons de cinza e preto da decoração ganharam mais personalidade com o castanho das cadeiras Charles Eams e das poltronas Egg verde-limão.

Uma grande sala de reuniões poderá receber até 25 pessoas com vista para o Pão de Açúcar.

Outra sala de reuniões menor poderá receber até 8 pessoas com vista na Baía de Guanabara

O salão central é ocupado por mesas de leitura e lounges com puffs e sofás, além de uma sala de estudos com capacidade para cinco pessoas e uma de reunião, que comporta até vinte pessoas. Para as crianças, o espaço infantil – com móveis da linha Bel Lobo desenvolvida para a Tok&Stok – oferece livros divididos por faixa etária. Na parte posterior, há também um ambiente multimídia, com televisões, computadores e tablets, onde se pode escutar música, assistir clássicos do cinema francês e ainda ler revistas e jornais digitais.

Espaços confortáveis com pufs e sofás foram pensados para que os visitantes se sintam em casa.

No projeto anterior, prateleiras enormes obstruíam a vista para a Baía de Guanabara e escureciam o ambiente. Foi preciso desenvolver novas soluções para a exposição de todo o acervo, como as estantes rotatórias, criando-se um espaço sem a sisudez de uma biblioteca tradicional. “Na parte central, usamos apenas expositores baixos. As novas estantes altas foram alocadas nas laterais, não interferindo na entrada de luz natural, e contribuindo para a circulação de pessoas”, ressalta a arquiteta, acrescentando que o artista plástico brasileiro Ivonesyo Ramos e o fotógrafo francês Vincent Rosenblatt doaram obras para a midiateca.

O espaço, que antes possuía apenas um banheiro unissex, ganhou um toalete adaptado para portadores de necessidades especiais, além de WCs femininos e masculinos, com quatro e três cabines, respectivamente.

Em breve na programação...

“As Quintas da Maison” 
A partir do dia 3/3/2016, todas as quintas-feiras à partir das 18h 
Evento musical/debate/gastronomia/poesia-literatura com parceiros culturais cariocas

3/3/2016 - Lançamento de livro 
Philippe Jadin : “A aventura brasileira de Jean Sablon”

Apresentação de um livro de Philippe Jadin sobre a vida de Jean Sablon, acompanhada por 2 ou 3 musicas (canções de Carmen Miranda em ritmo de jazz por Jean Sablon) bem como uma exposição de fotos. Autor de uma obra dedicada ao cantor francês Jean Sablon, quem durante a sua longa carreira internacional viveu e cantou durante anos no Brasil. Ele se apresentou em todos os grandes palcos da época até a sua despedida em 1984, no Copacabana Palace. Levou os ritmos brasileiros para a França, onde interpretou incontáveis vezes musica Garota de Ipanema. Foi condecorado pelo Brasil, pelos serviços prestados ao país.

10/3/2016 – Seminário 
Rio Academy (de 7 a 11 de março) debate sobre urbanismo nas cidades modernas (inscrição necessaria).

17/3/2016 - Show + Conferência
Show de jazz Manu Dibango e artistas convidos + Conferencia Philippe Urfalino : “A invenção da politica cultural”

Philippe Urfalino é Diretor de pesquisas do CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Cientificas) e diretor de estudos do EHESS (Escola Superior de Altos Estudos de Ciências Sociais). Sua obra “A invenção da politica cultural”, traduzida para o português, está sendo lançada pela editora SESC. Conferencia de lançamento em parceria com o ciclo o Ato Criador, Ana Lucia Pardo 16/03.

Manu Dibango: Nascido em Douala, Camarões, em 1933, Manu Dibango dedicou-se à musica durante mais de sessenta anos e foi um dos primeiros artistas a misturar jazz com os sons africanos. Em 1973, tornou-se o primeiro artista africano a receber um disco de ouro nos Estados Unidos, com a música “Soul Makossa”. Manu Dibango continua até hoje a explorar a riqueza das músicas africanas e de suas combinações com o jazz, interessando-se também pela musica atual. Durante a sua carreira, ele fez varias turnês, inclusive no Brasil, onde tocou com vários músicos brasileiros, como Gilberto Gil e vários outros grandes nomes da musica internacional, como Nino Ferrer, Serge Gainsbourg, Youssou N’dour, King Sunny Ade, Angélique Kidjo, Peter Gabriel, Sinéad O’Connor... Manu Dibango foi nomeado Grande Testemunha da francofonia para os Jogos Olímpicos de 2016.

24/3 Degustação de Champagne
Apresentação por um sommelier do Champagne Perrier-Jouet (inscrição necessária).

31/3: Foto-conferência 
Studio Madalena Editora especializada em livros de arte, foto-conferências e debates sobre a arte e o espaço da imagem na arte, às quintas-feiras, uma vez por mês. Conferências programadas com Miguel Rio Branco, André Penteado, Arthur Omar...

14/5: Filme + Bate-papo
“Niemeyer, os amanhas de ontem”

Projeção do documentário “A luta é longa” (Direção: Bernardo Pinheiro Mota). Produzido durante os dois últimos anos de vida de Oscar Niemeyer, o documentário “A luta é longa” fala da historia, dos costumes e da rotina do famoso arquiteto entre os seus 100 e 102 anos e idade. Com o testemunho de seus dois principais parceiros durante esta fase, Jair Valera (arquiteto chefe da equipe de Niemeyer) e Luiz Alberto Oliveira, além dos arquitetos Paulo Mendes da Rocha, Frank Gehry e Richard Rogers, o filme descreve o papel indispensável de Oscar na arquitetura do século XX.
Bate-papo com convidados sobre a influencia do Oscar Niemeyer no Brasil e na França.

Eventos temporários :

25-28/04: Congresso mundial de Psicanálise, com a presença de Jacques Alain Miller

Mais historia sobre a biblioteca da Casa Europa (ex-Maison de France)

Em 1961, as bibliotecas do Serviço Cultural da Embaixada e da Aliança Francesa foram reunidas para constituir a Biblioteca da Maison de France. De 1964 a 1985, durante o período da ditadura militar, ela foi um espaço de liberdade, trocas e acesso livre a diversas leituras consideradas “subversivas” no país, especialmente dos pensadores franceses de esquerda. Ao lado da então Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Maison de France surgia como um lugar preservado da censura e propício ao debate de ideias. Foi, portanto, durante os “anos de chumbo” que a Biblioteca adquiriu seu perfil universitário e sua vocação como lugar de agitação cultural.

A biblioteca da Maison de France nos anos 60.

Fonte: Consulado Geral da França no Rio de Janeiro


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